Considerando que eu deixo meu blog abandonado por "séculos" e um dia resolvo escrever, as vezes pensando em algumas pessoas que tem um comportamento que não entendo.
Não sei como uma pessoa que conheço desde os 6 anos de idade se transformou, com o correr dos anos numa mulher estranha, as vezes meio agressiva, sarcástica, provocadora de mal gosto. Fico triste, mas nem posso dizer isso a ela e nem creio que vá adiantar coisa alguma.
Penso também como é estranha a reação das pessoas aqui em Fortaleza quando ouvem um não.
Dizer não é ser mal educado aqui... Talvez prefiram que minta, não sei.
Mentiras sinceras não me interessam.
segunda-feira, 28 de março de 2011
quinta-feira, 29 de janeiro de 2009
Considerando que
Considerando que eu simplesmente ando cansada e entediada de conviver com pessoas cheias de problemas e egocentricas, dessas que sugam sua energia vital interior a procura de respostas para as perguntas existenciais de suas proprias vidas e que eu não tenho e jamais terei essas respostas e como sou uma boa conversadora e sei usar razoavelmente as palavras, fica parecendo que sou muito sábia e muito sensata, observo que poderia ter seguido a carreira teatral de tão artista que sou.
Minhas proprias duvidas, meus sonhos, minhas esperanças que não foram, não são e não serão compreendidas por ninguém mais além de mim e que também eu não tenho respostas, essas eu enfio no fundo do saco da alma e finjo que esqueço...
Minhas proprias duvidas, meus sonhos, minhas esperanças que não foram, não são e não serão compreendidas por ninguém mais além de mim e que também eu não tenho respostas, essas eu enfio no fundo do saco da alma e finjo que esqueço...
domingo, 5 de outubro de 2008
Considerando que é tão fácil ter uma vida paralela, mesmo que virtual, no Second Life, onde avatares são lindos e jovens para sempre, deve ser fácil criar personagens que andam, falam, compram, casam, tem sexo, filhos, cães, trabalho, tudo virtual.
Deve ser fácil dizer eu te amo, eu te odeio, eu vou embora...
Eu fico me perguntando como fazer para manter o personagem, além de criá-lo. Como se inventa uma vida sem a termos vivido? Jogando? É válido e é moral jogar com a vida, mesmo num jogo?
Ah meu Deus, eu teria gostado de ter uma segunda vida... real. Uma segunda chance, onde eu faria algumas coisas um pouco diferentes desta vez. Kundera diz que não há rascunho na vida. Deveria haver... mesmo que ficassem as marcas do que apagamos.
Eu me daria mais chances... eu seria um avatar real.
Deve ser fácil dizer eu te amo, eu te odeio, eu vou embora...
Eu fico me perguntando como fazer para manter o personagem, além de criá-lo. Como se inventa uma vida sem a termos vivido? Jogando? É válido e é moral jogar com a vida, mesmo num jogo?
Ah meu Deus, eu teria gostado de ter uma segunda vida... real. Uma segunda chance, onde eu faria algumas coisas um pouco diferentes desta vez. Kundera diz que não há rascunho na vida. Deveria haver... mesmo que ficassem as marcas do que apagamos.
Eu me daria mais chances... eu seria um avatar real.
terça-feira, 2 de setembro de 2008
Considerando que ando escrevendo protocolos de emergência pediátrica junto com meus colegas, mas como coordeno o serviço sou eu quem escreve mais, percebi que com este são 3 os livros de pediatria que escrevi como colaboradora. Nada mal para uma médica comum feito eu. E eu queria escrever um livro de poesias... mas a Medicina grita! Grita sempre em minha alma, em minhas ações e até na minha pobre poesia. Viciada em Medicina...em maio de 2000 escrevi um pequeno poema sobre a minha visão da Medicina. Quase nada mudou, talvez a minha impaciência com adultos ( os que se acham, os arrogantes ignorantes, os donos das inúmeras verdades existentes) tenha piorado... não sei. O poema é este:
DORES
Convivência quase diária com a dor,
Ora externa, ora interna,
Mais ou menos aguda,
Compromissada, meu destino.
Não posso dizer da dor maior,
Ainda não a identifiquei.
Posso dizer de dores várias,
Minhas, ou com-partilhadas.
Posso dizer da dor de não ser poeta,
De não ser estável,
De não ser perene.
Posso dizer da dor pueril,
Olhos, gestos, um respirar suave
Repentinamente cessado.
Posso dizer da dor do não conhecido,
Uma saudade do não visto,
Do tempo escasso, da ignorância consciente,
Do tempo que me resta.
Procurar reconhecer dores esquecidas,
Autopiedade, irracional, dolorosa dor,
Dores, dolores, delírios,
Dolorosa Mater.
É.. nem está mal esse poeminha:)
DORES
Convivência quase diária com a dor,
Ora externa, ora interna,
Mais ou menos aguda,
Compromissada, meu destino.
Não posso dizer da dor maior,
Ainda não a identifiquei.
Posso dizer de dores várias,
Minhas, ou com-partilhadas.
Posso dizer da dor de não ser poeta,
De não ser estável,
De não ser perene.
Posso dizer da dor pueril,
Olhos, gestos, um respirar suave
Repentinamente cessado.
Posso dizer da dor do não conhecido,
Uma saudade do não visto,
Do tempo escasso, da ignorância consciente,
Do tempo que me resta.
Procurar reconhecer dores esquecidas,
Autopiedade, irracional, dolorosa dor,
Dores, dolores, delírios,
Dolorosa Mater.
É.. nem está mal esse poeminha:)
segunda-feira, 18 de agosto de 2008
Considerando que eu sou a pessoa mais misógina que conheço depois de minha filha Clarissa, que comprou um filtro-bebedouro de água gelada só para não ter que ver a cara do entregador de agua engarrafada (palavras dela), que agradeço a Deus por chegar em casa e não encontrar ninguém e ter o sofá e o controle remoto só para mim, embora eu tenha adorado a visita de minhas filhas, a misógina amiga e a exagerada emocional amiga e que tenha ficado triste depois que elas se foram...
Considerando tudo isso, caminho por esta Fortaleza ventosa e às vezes sinto frio à noite, bebo uma latinha de cerveja super gelada Antárctica ou Bohemia fora de hora ( menos quando estou médica) e depois levo meses sem colocar outra na boca, me entedio vendo as Olimpíadas (é!!! eu me entedio.. e daí?), me entedio por quase tudo que tenha perdido a graça, sempre procurando algo novo, me dêem algo novo!
Considerando que passei um dia inteiro vendo filmes idiotas no Telecine Ligth, as vezes dormindo e outras vezes só ouvindo ( e nem sempre entendendo o inglês falado), morta de tédio por ser domingo e eu estar com uma preguiça enorme de sair, porque apesar do vento o sol estava quente e eu esperava o sol esfriar( termo que só ouvi aqui, "sol esfriar")...
Considerando que há 2 semanas penso compulsivamente em minha família, nas crianças e nos adultos de minha família, meus poucos amigos que deixei em Campos, vem aquela vontade de ir lá... e eu refuto, recuo, desfaço pensamentos e emoções, refaço e sinto uma saudade enorme, apesar da misoginia, talvez seja tempo de fazer uma visita curta, porque longa permanência em Campos simplesmente não aguento!
Considerando tudo isso, caminho por esta Fortaleza ventosa e às vezes sinto frio à noite, bebo uma latinha de cerveja super gelada Antárctica ou Bohemia fora de hora ( menos quando estou médica) e depois levo meses sem colocar outra na boca, me entedio vendo as Olimpíadas (é!!! eu me entedio.. e daí?), me entedio por quase tudo que tenha perdido a graça, sempre procurando algo novo, me dêem algo novo!
Considerando que passei um dia inteiro vendo filmes idiotas no Telecine Ligth, as vezes dormindo e outras vezes só ouvindo ( e nem sempre entendendo o inglês falado), morta de tédio por ser domingo e eu estar com uma preguiça enorme de sair, porque apesar do vento o sol estava quente e eu esperava o sol esfriar( termo que só ouvi aqui, "sol esfriar")...
Considerando que há 2 semanas penso compulsivamente em minha família, nas crianças e nos adultos de minha família, meus poucos amigos que deixei em Campos, vem aquela vontade de ir lá... e eu refuto, recuo, desfaço pensamentos e emoções, refaço e sinto uma saudade enorme, apesar da misoginia, talvez seja tempo de fazer uma visita curta, porque longa permanência em Campos simplesmente não aguento!
quarta-feira, 16 de julho de 2008
Considerando que domingo é dia dos pais, escrevo para os dois pais de minha família: Meu Pai e Meu Irmão.
Pai Nosso, nesse dia, abençoai meu pai.
Abençoai meu pai, todos os pais, João, Pedro, Paulo, José, meu irmão.
Olhe por eles, Senhor.
Às vezes são guerreiros voltando de batalhas perdidas,
Suados e cansados, trazendo o troféu da vitória nem sempre compreendida por nós,
Suas mulheres, filhas, irmãs.
Muitas vezes são crianças, "mais um filho" pensamos nós, mulheres, nos sentindo
Superiores, até sorrindo ao vermos aquele homem brincando com os filhos, discutindo, disputando
O melhor carrinho ou o melhor lugar em frente a televisão.
Muitas vezes são amantes, carinhosos.
Algumas vezes violentos, usando a força física e nos atacando como aos inimigos.
Abençoai Senhor, mesmo assim.
Alguns nem sabem que carregamos seus filhos,
Que choramos sozinhas em madrugadas várias,
Quando nos sentimos exauridas, revelando a nós mesmas
O nosso desespero secular e feminino,
Os nossos medos, nossos ciúmes,
Nossa idéia de fidelidade canina,
Nossas inseguranças, quase pedindo, implorando mesmo
Para que eles nos ouçam.
Não podem, Pai...não sabem, não entendem.
São mentes masculinas, preocupadas em defender, suprir,
Proteger, exercer autoridades.
Acordam todos os dias e para sempre como predadores.
Cada dia uma batalha.
Protegei-os, Pai.
Para que possamos reconhecer nos olhos de nossos filhos e nossas filhas
As marcas deixadas por eles. Olhos, peles, bocas
A serem reconhecidas como iguais as deles, marcas genéticas
Acima de nomes, que identificam que aquele é filho daquele.
Pater, paterno, amor paterno que nutre meu coração
E dá certeza a minha alma, de minha origem.
Olhe por eles Pai, porque se me distraio,
Esqueço, me calo e não digo do meu amor.
Amém.
Pai Nosso, nesse dia, abençoai meu pai.
Abençoai meu pai, todos os pais, João, Pedro, Paulo, José, meu irmão.
Olhe por eles, Senhor.
Às vezes são guerreiros voltando de batalhas perdidas,
Suados e cansados, trazendo o troféu da vitória nem sempre compreendida por nós,
Suas mulheres, filhas, irmãs.
Muitas vezes são crianças, "mais um filho" pensamos nós, mulheres, nos sentindo
Superiores, até sorrindo ao vermos aquele homem brincando com os filhos, discutindo, disputando
O melhor carrinho ou o melhor lugar em frente a televisão.
Muitas vezes são amantes, carinhosos.
Algumas vezes violentos, usando a força física e nos atacando como aos inimigos.
Abençoai Senhor, mesmo assim.
Alguns nem sabem que carregamos seus filhos,
Que choramos sozinhas em madrugadas várias,
Quando nos sentimos exauridas, revelando a nós mesmas
O nosso desespero secular e feminino,
Os nossos medos, nossos ciúmes,
Nossa idéia de fidelidade canina,
Nossas inseguranças, quase pedindo, implorando mesmo
Para que eles nos ouçam.
Não podem, Pai...não sabem, não entendem.
São mentes masculinas, preocupadas em defender, suprir,
Proteger, exercer autoridades.
Acordam todos os dias e para sempre como predadores.
Cada dia uma batalha.
Protegei-os, Pai.
Para que possamos reconhecer nos olhos de nossos filhos e nossas filhas
As marcas deixadas por eles. Olhos, peles, bocas
A serem reconhecidas como iguais as deles, marcas genéticas
Acima de nomes, que identificam que aquele é filho daquele.
Pater, paterno, amor paterno que nutre meu coração
E dá certeza a minha alma, de minha origem.
Olhe por eles Pai, porque se me distraio,
Esqueço, me calo e não digo do meu amor.
Amém.
sexta-feira, 20 de junho de 2008
Considerando que eu agora tenho um "poder" que me foi dado acredito eu por minha competência profissional ou talvez porque não havia quem pudesse assumir o cargo que ocupo agora, com melhoria salarial considerável mas que é uma espécie de prisão celular, porque fico ligada a um celular 24 horas por dia 7 dias por semana, quero deixar algo naquele Hospital. Uma marca minha, em benefício das crianças. Sem nenhuma vaidade ou arrogância, porque a experiência me mostra que vaidades não sobrevivem aos atos mais dignos do ser humano. Desde o primeira receita que fiz, meu objetivo foi a compaixão pelo outro. Ou não seria médica. Eu já não me importo com o que os outros pensam. Só quero continuar a ter compaixão e ser médica até o fim de meus dias.
Assinar:
Comentários (Atom)
