Considerando que, como todos os médicos e médicas que conheço, tenho medo de adoecer, atualmente tenho medo de ter Dengue. Tenho tantos casos de dengue, dia após dia, nesta terra tropical abençoada por Deus ( que nunca foi brasileiro e sim judeu, dizem...) que penso que também eu vou ter essa maldita doença, fruto de atitudes equivocadas da Saúde Pública deste país.
A verdade é que médicos não suportam doenças próprias. Talvez porisso também sejam médicos. Ocultar o seu medo.
Não é isso que a maioria dos seres humanos faz? Ou então a desculpa de "é nervoso". Como assim?? Justificar atitudes destrutivas, grosserias, palavras ofensivas com a desculpa de "ah, estou nervoso/a". Fico pensando: se eu chegar no Hospital, chutar o porteiro, ofender uma mãe, gritar com uma criança para que ela fique quieta e depois dizer que estou nervosa, é válido?
Meu estado emocional descontrolado justifica minha transgressão? Qual a relação entre "nervoso" e educação? Médicos são humanos ( ah, eu sei que alguns não parecem e realmente pensam que não são...) e podem ter dengue. Mas não podem estar "nervosos", não fica bem.Se chuta o porteiro é mal educado, não nervoso. Pacientes podem chutar, gritar, ofender... estão nervosos. Onde é a porta dos fundos que eu quero sair incógnita e silenciosa, sem nervoso, sem ter que todo dia matar um touro a unha?
segunda-feira, 24 de março de 2008
sábado, 8 de março de 2008
Considerando que eu assisto Brother's & Sister's e choro em quase todos os episódios com as infelicidades que vejo, como também choro em outras temporadas do Universal Channel e arredores, talvez a minha fama de "durona" e séria seja só uma máscara facial na tentativa de esconder minha fragilidade emocional perante dramas, reais ou fictícios. Os dramas humanos me interessam. "Mentiras sinceras me interessam".
quarta-feira, 5 de março de 2008
Considerando que o SAM ( programa que transmite a rádio e que está fora de meu comando) as vezes parece assumir um controle com características de vida autonoma, tocando exatamente músicas que eu queria ouvir, ou me surpreendendo com maravilhas como Somewhere Over the Rainbow, tocada por Tommy Emanuel de um jeito delicado, como um acalanto e depois cantada por Jane Monheit de modo igual, com meus olhos cheios de lágrimas pela beleza que ouço, parte de minha vida de criança se passando perante esses mesmos olhos lacrimosos, saudades, tristezas, alegrias e uma imensa calma me invadindo eu vejo que a música está em mim para sempre, como uma marca d'água impressa em minha alma. Thanks God!
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