Considerando que a minha relação com a imagem que olho todos os dias no espelho nunca foi muito amigável e que a autocrítica cruel que tenho em relação ao que vejo, importa mais do que o que os outros veem ou dizem ( sempre penso que ou são meio cegos ou mentirosos sociais), penso que se eu fosse uma mistura de Audrey Hepburn, a linda elegante, Angelina Jolie, a linda politicamente correta ou Ingrid Bergman, a linda linda, ainda assim eu seria a pior crítica de
minha imagem. Mas... em que isso importa mesmo? Eu já me sinto velha, não preciso agradar a ninguém mais.
domingo, 24 de fevereiro de 2008
domingo, 17 de fevereiro de 2008
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008
Considerando que Tião morreu, longe de mim, sem que eu pudesse ajudá-lo em nada, nem segurá-lo no seu último momento de vida ou enterrá-lo como o cão valente e atrevido que foi e que não pude trazê-lo para Fortaleza porque no prédio onde moro somente são permitidos animais de 2 patas, certamente menos amorosos que ele para comigo, hoje eu me sinto mais solitária que nunca, porque percebo que os poucos entes vivos que amo estão indo embora.
sábado, 9 de fevereiro de 2008
Considerando que eu "cometo" escritinhos que talvez tenham alguma poesia, às vezes e aleatoriamente, vou copiar um deles aqui e agora.
INTROSPECÇÃO
Essas palavras que guardo, como um tesouro,
Há anos, querendo dizer pras pessoas que amo,
Das mágoas, das dores, da solidão,
Essas palavras, parecem que vão morrer comigo.
Todas as vezes que tentei dize-las, causei mágoa,
Desentendimentos, rancores.
E eu falava de mim, só de mim!
Dos meus medos, das minhas inseguranças.
Eu só falava de mim...
E mesmo assim se sentiram feridos, ou ofendidos.
Então escrevo... Para ninguém.
Porque a necessidade de falar repentinamente cresce.
Eu não tenho sequer uma pessoa no mundo
Verdadeiramente minha.
Então eu me fecho, ou sublimo, ou choro
Lágrimas silenciosas, dessas doloridas
E cheias de solidão e autopiedade,
Numa tentativa inútil de consolo.
OUT/03
INTROSPECÇÃO
Essas palavras que guardo, como um tesouro,
Há anos, querendo dizer pras pessoas que amo,
Das mágoas, das dores, da solidão,
Essas palavras, parecem que vão morrer comigo.
Todas as vezes que tentei dize-las, causei mágoa,
Desentendimentos, rancores.
E eu falava de mim, só de mim!
Dos meus medos, das minhas inseguranças.
Eu só falava de mim...
E mesmo assim se sentiram feridos, ou ofendidos.
Então escrevo... Para ninguém.
Porque a necessidade de falar repentinamente cresce.
Eu não tenho sequer uma pessoa no mundo
Verdadeiramente minha.
Então eu me fecho, ou sublimo, ou choro
Lágrimas silenciosas, dessas doloridas
E cheias de solidão e autopiedade,
Numa tentativa inútil de consolo.
OUT/03
Considerando que não sou pedófila e que meu encantamento por crianças é devido a extrema piedade que sinto por esses seres indefesos que para mim são a imagem mais perfeita da raça humana, com sua pele lisa, seu olhar brilhante, sua inocência e sua absoluta confiança nos adultos que na maioria das vezes ou os adestram ou os deseducam, chego a conclusão óbvia de que a raça humana em sua plenitude adulta é a pior espécie de animal que habita esse planeta.
Quem mesmo colocou o homem como topo na escala zoológica? Qual a alegação? Inteligência? Bah!
Que mamífero mais se recusa a amamentar seus filhos porque os seios caem? Qual animal é capaz de espancar um filho até a morte ou deixá-lo abandonado numa lixeira? Que humanidade é esta que vivencio todos os dias com mães ignorantes em vários níveis e se achando muito sensatas?
Ao mesmo tempo quem sou eu? A dona da verdade? Não... apenas alguém que a procura.
Quem mesmo colocou o homem como topo na escala zoológica? Qual a alegação? Inteligência? Bah!
Que mamífero mais se recusa a amamentar seus filhos porque os seios caem? Qual animal é capaz de espancar um filho até a morte ou deixá-lo abandonado numa lixeira? Que humanidade é esta que vivencio todos os dias com mães ignorantes em vários níveis e se achando muito sensatas?
Ao mesmo tempo quem sou eu? A dona da verdade? Não... apenas alguém que a procura.
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008
Considerando que um amigo uma vez me disse que era preciso que eu desse autoridade a alguém para que este alguém pudesse me dizer qualquer coisa e eu aceitasse essa coisa como verdade, eu digo que essas pessoas já existem. São os poucos amigos que tenho. São elas que tem essa autoridade de me dizer: faça isso! E eu pensar e obedecer. Fora estas pessoas, ninguém mais é autorizado por mim a me dizer nada.
De preferência que se calem porque eu não quero ouvi-los. Aliás, eu até ouço, mas discordo. Talvez seja eu, mas a autoridade que tenho sobre mim mesma é irrefutável, absoluta e intransferível. Levei muito tempo construindo quem sou para autorizar outro(a) a me dizer o que é melhor para mim. Eu não quero discutir nada! Eu não quero discutir relações, posições, religiões! A única discussão que eu consigo gostar é a famosa DCC ( Discussão de Caso Clínico ) e mesmo assim, se EU estiver certa de meu diagnóstico.
Ah! Egocentrica? E...? Quem não é? Aliás, quem não sofre de gastrite?
Apontar erros dos outros é tão fácil! Ver seus próprios erros, no âmago do egoismo, da tolice, da futilidade e/ou inutilidade das pessoas que discutem sobre o nada, não.
Eu ando cansada de pessoas inúteis, como esses eternos "Big Brothers" que habitam esse planeta e não mostraram até agora a que vieram... Alguns já com mais de 50 desgraçados anos de inutilidade.
De preferência que se calem porque eu não quero ouvi-los. Aliás, eu até ouço, mas discordo. Talvez seja eu, mas a autoridade que tenho sobre mim mesma é irrefutável, absoluta e intransferível. Levei muito tempo construindo quem sou para autorizar outro(a) a me dizer o que é melhor para mim. Eu não quero discutir nada! Eu não quero discutir relações, posições, religiões! A única discussão que eu consigo gostar é a famosa DCC ( Discussão de Caso Clínico ) e mesmo assim, se EU estiver certa de meu diagnóstico.
Ah! Egocentrica? E...? Quem não é? Aliás, quem não sofre de gastrite?
Apontar erros dos outros é tão fácil! Ver seus próprios erros, no âmago do egoismo, da tolice, da futilidade e/ou inutilidade das pessoas que discutem sobre o nada, não.
Eu ando cansada de pessoas inúteis, como esses eternos "Big Brothers" que habitam esse planeta e não mostraram até agora a que vieram... Alguns já com mais de 50 desgraçados anos de inutilidade.
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008
Considerando que vivo ente medicina e música, nem sempre nesta ordem e nem sempre nessa preferência, é de se entender que algumas músicas me levam a uma espécie "alma enlevada" ( e eu lá tenho alma?) com lágrimas nos olhos e uma felicidade cardíaca inexplicável me invade. Eu, a misógina que recusa a proximidade perene com outros seres humanos, limitando-me apenas a breves períodos de aproximação com o objeto estranho que está em minha frente, me olhando com olhos "ternos". Não me olhe com esses olhos ternos porque meus olhos não são eternos, disse Bob Dylan.
Eu queria estar no silêncio humano absoluto, onde não restasse nada mais que som. Som de guitarra, Sanborn, som de sopro, Miles, Coltrane, e todos os sons de jazz que amo e ouço. E mesmo assim eu me sinto feliz na solidão. Calma, dona de mim.
Eu queria estar no silêncio humano absoluto, onde não restasse nada mais que som. Som de guitarra, Sanborn, som de sopro, Miles, Coltrane, e todos os sons de jazz que amo e ouço. E mesmo assim eu me sinto feliz na solidão. Calma, dona de mim.
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008
Considerando que
Considerando que escrever é algo solitário, e muitas vezes jamais lido ou sequer sabido, recomeço esse exercício nem sempre diário e volto a escrever sobre o que me encanta ou espanta, ou aborrece ou me causa temor, espécie, tremores, sorrisos, náuseas, sonhos. etc., etc., etc.
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