quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Considerando que vivo ente medicina e música, nem sempre nesta ordem e nem sempre nessa preferência, é de se entender que algumas músicas me levam a uma espécie "alma enlevada" ( e eu lá tenho alma?) com lágrimas nos olhos e uma felicidade cardíaca inexplicável me invade. Eu, a misógina que recusa a proximidade perene com outros seres humanos, limitando-me apenas a breves períodos de aproximação com o objeto estranho que está em minha frente, me olhando com olhos "ternos". Não me olhe com esses olhos ternos porque meus olhos não são eternos, disse Bob Dylan.
Eu queria estar no silêncio humano absoluto, onde não restasse nada mais que som. Som de guitarra, Sanborn, som de sopro, Miles, Coltrane, e todos os sons de jazz que amo e ouço. E mesmo assim eu me sinto feliz na solidão. Calma, dona de mim.

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