sábado, 9 de fevereiro de 2008

Considerando que eu "cometo" escritinhos que talvez tenham alguma poesia, às vezes e aleatoriamente, vou copiar um deles aqui e agora.

INTROSPECÇÃO

Essas palavras que guardo, como um tesouro,
Há anos, querendo dizer pras pessoas que amo,
Das mágoas, das dores, da solidão,
Essas palavras, parecem que vão morrer comigo.
Todas as vezes que tentei dize-las, causei mágoa,
Desentendimentos, rancores.
E eu falava de mim, só de mim!
Dos meus medos, das minhas inseguranças.
Eu só falava de mim...
E mesmo assim se sentiram feridos, ou ofendidos.
Então escrevo... Para ninguém.
Porque a necessidade de falar repentinamente cresce.
Eu não tenho sequer uma pessoa no mundo
Verdadeiramente minha.
Então eu me fecho, ou sublimo, ou choro
Lágrimas silenciosas, dessas doloridas
E cheias de solidão e autopiedade,
Numa tentativa inútil de consolo.
OUT/03

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