Considerando que é tão fácil ter uma vida paralela, mesmo que virtual, no Second Life, onde avatares são lindos e jovens para sempre, deve ser fácil criar personagens que andam, falam, compram, casam, tem sexo, filhos, cães, trabalho, tudo virtual.
Deve ser fácil dizer eu te amo, eu te odeio, eu vou embora...
Eu fico me perguntando como fazer para manter o personagem, além de criá-lo. Como se inventa uma vida sem a termos vivido? Jogando? É válido e é moral jogar com a vida, mesmo num jogo?
Ah meu Deus, eu teria gostado de ter uma segunda vida... real. Uma segunda chance, onde eu faria algumas coisas um pouco diferentes desta vez. Kundera diz que não há rascunho na vida. Deveria haver... mesmo que ficassem as marcas do que apagamos.
Eu me daria mais chances... eu seria um avatar real.
domingo, 5 de outubro de 2008
terça-feira, 2 de setembro de 2008
Considerando que ando escrevendo protocolos de emergência pediátrica junto com meus colegas, mas como coordeno o serviço sou eu quem escreve mais, percebi que com este são 3 os livros de pediatria que escrevi como colaboradora. Nada mal para uma médica comum feito eu. E eu queria escrever um livro de poesias... mas a Medicina grita! Grita sempre em minha alma, em minhas ações e até na minha pobre poesia. Viciada em Medicina...em maio de 2000 escrevi um pequeno poema sobre a minha visão da Medicina. Quase nada mudou, talvez a minha impaciência com adultos ( os que se acham, os arrogantes ignorantes, os donos das inúmeras verdades existentes) tenha piorado... não sei. O poema é este:
DORES
Convivência quase diária com a dor,
Ora externa, ora interna,
Mais ou menos aguda,
Compromissada, meu destino.
Não posso dizer da dor maior,
Ainda não a identifiquei.
Posso dizer de dores várias,
Minhas, ou com-partilhadas.
Posso dizer da dor de não ser poeta,
De não ser estável,
De não ser perene.
Posso dizer da dor pueril,
Olhos, gestos, um respirar suave
Repentinamente cessado.
Posso dizer da dor do não conhecido,
Uma saudade do não visto,
Do tempo escasso, da ignorância consciente,
Do tempo que me resta.
Procurar reconhecer dores esquecidas,
Autopiedade, irracional, dolorosa dor,
Dores, dolores, delírios,
Dolorosa Mater.
É.. nem está mal esse poeminha:)
DORES
Convivência quase diária com a dor,
Ora externa, ora interna,
Mais ou menos aguda,
Compromissada, meu destino.
Não posso dizer da dor maior,
Ainda não a identifiquei.
Posso dizer de dores várias,
Minhas, ou com-partilhadas.
Posso dizer da dor de não ser poeta,
De não ser estável,
De não ser perene.
Posso dizer da dor pueril,
Olhos, gestos, um respirar suave
Repentinamente cessado.
Posso dizer da dor do não conhecido,
Uma saudade do não visto,
Do tempo escasso, da ignorância consciente,
Do tempo que me resta.
Procurar reconhecer dores esquecidas,
Autopiedade, irracional, dolorosa dor,
Dores, dolores, delírios,
Dolorosa Mater.
É.. nem está mal esse poeminha:)
segunda-feira, 18 de agosto de 2008
Considerando que eu sou a pessoa mais misógina que conheço depois de minha filha Clarissa, que comprou um filtro-bebedouro de água gelada só para não ter que ver a cara do entregador de agua engarrafada (palavras dela), que agradeço a Deus por chegar em casa e não encontrar ninguém e ter o sofá e o controle remoto só para mim, embora eu tenha adorado a visita de minhas filhas, a misógina amiga e a exagerada emocional amiga e que tenha ficado triste depois que elas se foram...
Considerando tudo isso, caminho por esta Fortaleza ventosa e às vezes sinto frio à noite, bebo uma latinha de cerveja super gelada Antárctica ou Bohemia fora de hora ( menos quando estou médica) e depois levo meses sem colocar outra na boca, me entedio vendo as Olimpíadas (é!!! eu me entedio.. e daí?), me entedio por quase tudo que tenha perdido a graça, sempre procurando algo novo, me dêem algo novo!
Considerando que passei um dia inteiro vendo filmes idiotas no Telecine Ligth, as vezes dormindo e outras vezes só ouvindo ( e nem sempre entendendo o inglês falado), morta de tédio por ser domingo e eu estar com uma preguiça enorme de sair, porque apesar do vento o sol estava quente e eu esperava o sol esfriar( termo que só ouvi aqui, "sol esfriar")...
Considerando que há 2 semanas penso compulsivamente em minha família, nas crianças e nos adultos de minha família, meus poucos amigos que deixei em Campos, vem aquela vontade de ir lá... e eu refuto, recuo, desfaço pensamentos e emoções, refaço e sinto uma saudade enorme, apesar da misoginia, talvez seja tempo de fazer uma visita curta, porque longa permanência em Campos simplesmente não aguento!
Considerando tudo isso, caminho por esta Fortaleza ventosa e às vezes sinto frio à noite, bebo uma latinha de cerveja super gelada Antárctica ou Bohemia fora de hora ( menos quando estou médica) e depois levo meses sem colocar outra na boca, me entedio vendo as Olimpíadas (é!!! eu me entedio.. e daí?), me entedio por quase tudo que tenha perdido a graça, sempre procurando algo novo, me dêem algo novo!
Considerando que passei um dia inteiro vendo filmes idiotas no Telecine Ligth, as vezes dormindo e outras vezes só ouvindo ( e nem sempre entendendo o inglês falado), morta de tédio por ser domingo e eu estar com uma preguiça enorme de sair, porque apesar do vento o sol estava quente e eu esperava o sol esfriar( termo que só ouvi aqui, "sol esfriar")...
Considerando que há 2 semanas penso compulsivamente em minha família, nas crianças e nos adultos de minha família, meus poucos amigos que deixei em Campos, vem aquela vontade de ir lá... e eu refuto, recuo, desfaço pensamentos e emoções, refaço e sinto uma saudade enorme, apesar da misoginia, talvez seja tempo de fazer uma visita curta, porque longa permanência em Campos simplesmente não aguento!
quarta-feira, 16 de julho de 2008
Considerando que domingo é dia dos pais, escrevo para os dois pais de minha família: Meu Pai e Meu Irmão.
Pai Nosso, nesse dia, abençoai meu pai.
Abençoai meu pai, todos os pais, João, Pedro, Paulo, José, meu irmão.
Olhe por eles, Senhor.
Às vezes são guerreiros voltando de batalhas perdidas,
Suados e cansados, trazendo o troféu da vitória nem sempre compreendida por nós,
Suas mulheres, filhas, irmãs.
Muitas vezes são crianças, "mais um filho" pensamos nós, mulheres, nos sentindo
Superiores, até sorrindo ao vermos aquele homem brincando com os filhos, discutindo, disputando
O melhor carrinho ou o melhor lugar em frente a televisão.
Muitas vezes são amantes, carinhosos.
Algumas vezes violentos, usando a força física e nos atacando como aos inimigos.
Abençoai Senhor, mesmo assim.
Alguns nem sabem que carregamos seus filhos,
Que choramos sozinhas em madrugadas várias,
Quando nos sentimos exauridas, revelando a nós mesmas
O nosso desespero secular e feminino,
Os nossos medos, nossos ciúmes,
Nossa idéia de fidelidade canina,
Nossas inseguranças, quase pedindo, implorando mesmo
Para que eles nos ouçam.
Não podem, Pai...não sabem, não entendem.
São mentes masculinas, preocupadas em defender, suprir,
Proteger, exercer autoridades.
Acordam todos os dias e para sempre como predadores.
Cada dia uma batalha.
Protegei-os, Pai.
Para que possamos reconhecer nos olhos de nossos filhos e nossas filhas
As marcas deixadas por eles. Olhos, peles, bocas
A serem reconhecidas como iguais as deles, marcas genéticas
Acima de nomes, que identificam que aquele é filho daquele.
Pater, paterno, amor paterno que nutre meu coração
E dá certeza a minha alma, de minha origem.
Olhe por eles Pai, porque se me distraio,
Esqueço, me calo e não digo do meu amor.
Amém.
Pai Nosso, nesse dia, abençoai meu pai.
Abençoai meu pai, todos os pais, João, Pedro, Paulo, José, meu irmão.
Olhe por eles, Senhor.
Às vezes são guerreiros voltando de batalhas perdidas,
Suados e cansados, trazendo o troféu da vitória nem sempre compreendida por nós,
Suas mulheres, filhas, irmãs.
Muitas vezes são crianças, "mais um filho" pensamos nós, mulheres, nos sentindo
Superiores, até sorrindo ao vermos aquele homem brincando com os filhos, discutindo, disputando
O melhor carrinho ou o melhor lugar em frente a televisão.
Muitas vezes são amantes, carinhosos.
Algumas vezes violentos, usando a força física e nos atacando como aos inimigos.
Abençoai Senhor, mesmo assim.
Alguns nem sabem que carregamos seus filhos,
Que choramos sozinhas em madrugadas várias,
Quando nos sentimos exauridas, revelando a nós mesmas
O nosso desespero secular e feminino,
Os nossos medos, nossos ciúmes,
Nossa idéia de fidelidade canina,
Nossas inseguranças, quase pedindo, implorando mesmo
Para que eles nos ouçam.
Não podem, Pai...não sabem, não entendem.
São mentes masculinas, preocupadas em defender, suprir,
Proteger, exercer autoridades.
Acordam todos os dias e para sempre como predadores.
Cada dia uma batalha.
Protegei-os, Pai.
Para que possamos reconhecer nos olhos de nossos filhos e nossas filhas
As marcas deixadas por eles. Olhos, peles, bocas
A serem reconhecidas como iguais as deles, marcas genéticas
Acima de nomes, que identificam que aquele é filho daquele.
Pater, paterno, amor paterno que nutre meu coração
E dá certeza a minha alma, de minha origem.
Olhe por eles Pai, porque se me distraio,
Esqueço, me calo e não digo do meu amor.
Amém.
sexta-feira, 20 de junho de 2008
Considerando que eu agora tenho um "poder" que me foi dado acredito eu por minha competência profissional ou talvez porque não havia quem pudesse assumir o cargo que ocupo agora, com melhoria salarial considerável mas que é uma espécie de prisão celular, porque fico ligada a um celular 24 horas por dia 7 dias por semana, quero deixar algo naquele Hospital. Uma marca minha, em benefício das crianças. Sem nenhuma vaidade ou arrogância, porque a experiência me mostra que vaidades não sobrevivem aos atos mais dignos do ser humano. Desde o primeira receita que fiz, meu objetivo foi a compaixão pelo outro. Ou não seria médica. Eu já não me importo com o que os outros pensam. Só quero continuar a ter compaixão e ser médica até o fim de meus dias.
Considerando que eu DETESTO imaginar que possa estar incomodando quem quer que seja com minha conversa e considerando que também DETESTO me sentir colocada de lado por quem quer que seja ou que diga que não pode conversar agora, ou me atender agora ( penso que todo mundo é assim) decidi que não vou mais procurar quem age desta maneira. Sem rancor. Quem quiser falar comigo que fale. Quem não quiser, pensando bem, pode ser até uma gentileza que me faz. Tenho dito.
segunda-feira, 24 de março de 2008
Considerando que, como todos os médicos e médicas que conheço, tenho medo de adoecer, atualmente tenho medo de ter Dengue. Tenho tantos casos de dengue, dia após dia, nesta terra tropical abençoada por Deus ( que nunca foi brasileiro e sim judeu, dizem...) que penso que também eu vou ter essa maldita doença, fruto de atitudes equivocadas da Saúde Pública deste país.
A verdade é que médicos não suportam doenças próprias. Talvez porisso também sejam médicos. Ocultar o seu medo.
Não é isso que a maioria dos seres humanos faz? Ou então a desculpa de "é nervoso". Como assim?? Justificar atitudes destrutivas, grosserias, palavras ofensivas com a desculpa de "ah, estou nervoso/a". Fico pensando: se eu chegar no Hospital, chutar o porteiro, ofender uma mãe, gritar com uma criança para que ela fique quieta e depois dizer que estou nervosa, é válido?
Meu estado emocional descontrolado justifica minha transgressão? Qual a relação entre "nervoso" e educação? Médicos são humanos ( ah, eu sei que alguns não parecem e realmente pensam que não são...) e podem ter dengue. Mas não podem estar "nervosos", não fica bem.Se chuta o porteiro é mal educado, não nervoso. Pacientes podem chutar, gritar, ofender... estão nervosos. Onde é a porta dos fundos que eu quero sair incógnita e silenciosa, sem nervoso, sem ter que todo dia matar um touro a unha?
A verdade é que médicos não suportam doenças próprias. Talvez porisso também sejam médicos. Ocultar o seu medo.
Não é isso que a maioria dos seres humanos faz? Ou então a desculpa de "é nervoso". Como assim?? Justificar atitudes destrutivas, grosserias, palavras ofensivas com a desculpa de "ah, estou nervoso/a". Fico pensando: se eu chegar no Hospital, chutar o porteiro, ofender uma mãe, gritar com uma criança para que ela fique quieta e depois dizer que estou nervosa, é válido?
Meu estado emocional descontrolado justifica minha transgressão? Qual a relação entre "nervoso" e educação? Médicos são humanos ( ah, eu sei que alguns não parecem e realmente pensam que não são...) e podem ter dengue. Mas não podem estar "nervosos", não fica bem.Se chuta o porteiro é mal educado, não nervoso. Pacientes podem chutar, gritar, ofender... estão nervosos. Onde é a porta dos fundos que eu quero sair incógnita e silenciosa, sem nervoso, sem ter que todo dia matar um touro a unha?
sábado, 8 de março de 2008
Considerando que eu assisto Brother's & Sister's e choro em quase todos os episódios com as infelicidades que vejo, como também choro em outras temporadas do Universal Channel e arredores, talvez a minha fama de "durona" e séria seja só uma máscara facial na tentativa de esconder minha fragilidade emocional perante dramas, reais ou fictícios. Os dramas humanos me interessam. "Mentiras sinceras me interessam".
quarta-feira, 5 de março de 2008
Considerando que o SAM ( programa que transmite a rádio e que está fora de meu comando) as vezes parece assumir um controle com características de vida autonoma, tocando exatamente músicas que eu queria ouvir, ou me surpreendendo com maravilhas como Somewhere Over the Rainbow, tocada por Tommy Emanuel de um jeito delicado, como um acalanto e depois cantada por Jane Monheit de modo igual, com meus olhos cheios de lágrimas pela beleza que ouço, parte de minha vida de criança se passando perante esses mesmos olhos lacrimosos, saudades, tristezas, alegrias e uma imensa calma me invadindo eu vejo que a música está em mim para sempre, como uma marca d'água impressa em minha alma. Thanks God!
domingo, 24 de fevereiro de 2008
Considerando que a minha relação com a imagem que olho todos os dias no espelho nunca foi muito amigável e que a autocrítica cruel que tenho em relação ao que vejo, importa mais do que o que os outros veem ou dizem ( sempre penso que ou são meio cegos ou mentirosos sociais), penso que se eu fosse uma mistura de Audrey Hepburn, a linda elegante, Angelina Jolie, a linda politicamente correta ou Ingrid Bergman, a linda linda, ainda assim eu seria a pior crítica de
minha imagem. Mas... em que isso importa mesmo? Eu já me sinto velha, não preciso agradar a ninguém mais.
minha imagem. Mas... em que isso importa mesmo? Eu já me sinto velha, não preciso agradar a ninguém mais.
domingo, 17 de fevereiro de 2008
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008
Considerando que Tião morreu, longe de mim, sem que eu pudesse ajudá-lo em nada, nem segurá-lo no seu último momento de vida ou enterrá-lo como o cão valente e atrevido que foi e que não pude trazê-lo para Fortaleza porque no prédio onde moro somente são permitidos animais de 2 patas, certamente menos amorosos que ele para comigo, hoje eu me sinto mais solitária que nunca, porque percebo que os poucos entes vivos que amo estão indo embora.
sábado, 9 de fevereiro de 2008
Considerando que eu "cometo" escritinhos que talvez tenham alguma poesia, às vezes e aleatoriamente, vou copiar um deles aqui e agora.
INTROSPECÇÃO
Essas palavras que guardo, como um tesouro,
Há anos, querendo dizer pras pessoas que amo,
Das mágoas, das dores, da solidão,
Essas palavras, parecem que vão morrer comigo.
Todas as vezes que tentei dize-las, causei mágoa,
Desentendimentos, rancores.
E eu falava de mim, só de mim!
Dos meus medos, das minhas inseguranças.
Eu só falava de mim...
E mesmo assim se sentiram feridos, ou ofendidos.
Então escrevo... Para ninguém.
Porque a necessidade de falar repentinamente cresce.
Eu não tenho sequer uma pessoa no mundo
Verdadeiramente minha.
Então eu me fecho, ou sublimo, ou choro
Lágrimas silenciosas, dessas doloridas
E cheias de solidão e autopiedade,
Numa tentativa inútil de consolo.
OUT/03
INTROSPECÇÃO
Essas palavras que guardo, como um tesouro,
Há anos, querendo dizer pras pessoas que amo,
Das mágoas, das dores, da solidão,
Essas palavras, parecem que vão morrer comigo.
Todas as vezes que tentei dize-las, causei mágoa,
Desentendimentos, rancores.
E eu falava de mim, só de mim!
Dos meus medos, das minhas inseguranças.
Eu só falava de mim...
E mesmo assim se sentiram feridos, ou ofendidos.
Então escrevo... Para ninguém.
Porque a necessidade de falar repentinamente cresce.
Eu não tenho sequer uma pessoa no mundo
Verdadeiramente minha.
Então eu me fecho, ou sublimo, ou choro
Lágrimas silenciosas, dessas doloridas
E cheias de solidão e autopiedade,
Numa tentativa inútil de consolo.
OUT/03
Considerando que não sou pedófila e que meu encantamento por crianças é devido a extrema piedade que sinto por esses seres indefesos que para mim são a imagem mais perfeita da raça humana, com sua pele lisa, seu olhar brilhante, sua inocência e sua absoluta confiança nos adultos que na maioria das vezes ou os adestram ou os deseducam, chego a conclusão óbvia de que a raça humana em sua plenitude adulta é a pior espécie de animal que habita esse planeta.
Quem mesmo colocou o homem como topo na escala zoológica? Qual a alegação? Inteligência? Bah!
Que mamífero mais se recusa a amamentar seus filhos porque os seios caem? Qual animal é capaz de espancar um filho até a morte ou deixá-lo abandonado numa lixeira? Que humanidade é esta que vivencio todos os dias com mães ignorantes em vários níveis e se achando muito sensatas?
Ao mesmo tempo quem sou eu? A dona da verdade? Não... apenas alguém que a procura.
Quem mesmo colocou o homem como topo na escala zoológica? Qual a alegação? Inteligência? Bah!
Que mamífero mais se recusa a amamentar seus filhos porque os seios caem? Qual animal é capaz de espancar um filho até a morte ou deixá-lo abandonado numa lixeira? Que humanidade é esta que vivencio todos os dias com mães ignorantes em vários níveis e se achando muito sensatas?
Ao mesmo tempo quem sou eu? A dona da verdade? Não... apenas alguém que a procura.
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008
Considerando que um amigo uma vez me disse que era preciso que eu desse autoridade a alguém para que este alguém pudesse me dizer qualquer coisa e eu aceitasse essa coisa como verdade, eu digo que essas pessoas já existem. São os poucos amigos que tenho. São elas que tem essa autoridade de me dizer: faça isso! E eu pensar e obedecer. Fora estas pessoas, ninguém mais é autorizado por mim a me dizer nada.
De preferência que se calem porque eu não quero ouvi-los. Aliás, eu até ouço, mas discordo. Talvez seja eu, mas a autoridade que tenho sobre mim mesma é irrefutável, absoluta e intransferível. Levei muito tempo construindo quem sou para autorizar outro(a) a me dizer o que é melhor para mim. Eu não quero discutir nada! Eu não quero discutir relações, posições, religiões! A única discussão que eu consigo gostar é a famosa DCC ( Discussão de Caso Clínico ) e mesmo assim, se EU estiver certa de meu diagnóstico.
Ah! Egocentrica? E...? Quem não é? Aliás, quem não sofre de gastrite?
Apontar erros dos outros é tão fácil! Ver seus próprios erros, no âmago do egoismo, da tolice, da futilidade e/ou inutilidade das pessoas que discutem sobre o nada, não.
Eu ando cansada de pessoas inúteis, como esses eternos "Big Brothers" que habitam esse planeta e não mostraram até agora a que vieram... Alguns já com mais de 50 desgraçados anos de inutilidade.
De preferência que se calem porque eu não quero ouvi-los. Aliás, eu até ouço, mas discordo. Talvez seja eu, mas a autoridade que tenho sobre mim mesma é irrefutável, absoluta e intransferível. Levei muito tempo construindo quem sou para autorizar outro(a) a me dizer o que é melhor para mim. Eu não quero discutir nada! Eu não quero discutir relações, posições, religiões! A única discussão que eu consigo gostar é a famosa DCC ( Discussão de Caso Clínico ) e mesmo assim, se EU estiver certa de meu diagnóstico.
Ah! Egocentrica? E...? Quem não é? Aliás, quem não sofre de gastrite?
Apontar erros dos outros é tão fácil! Ver seus próprios erros, no âmago do egoismo, da tolice, da futilidade e/ou inutilidade das pessoas que discutem sobre o nada, não.
Eu ando cansada de pessoas inúteis, como esses eternos "Big Brothers" que habitam esse planeta e não mostraram até agora a que vieram... Alguns já com mais de 50 desgraçados anos de inutilidade.
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008
Considerando que vivo ente medicina e música, nem sempre nesta ordem e nem sempre nessa preferência, é de se entender que algumas músicas me levam a uma espécie "alma enlevada" ( e eu lá tenho alma?) com lágrimas nos olhos e uma felicidade cardíaca inexplicável me invade. Eu, a misógina que recusa a proximidade perene com outros seres humanos, limitando-me apenas a breves períodos de aproximação com o objeto estranho que está em minha frente, me olhando com olhos "ternos". Não me olhe com esses olhos ternos porque meus olhos não são eternos, disse Bob Dylan.
Eu queria estar no silêncio humano absoluto, onde não restasse nada mais que som. Som de guitarra, Sanborn, som de sopro, Miles, Coltrane, e todos os sons de jazz que amo e ouço. E mesmo assim eu me sinto feliz na solidão. Calma, dona de mim.
Eu queria estar no silêncio humano absoluto, onde não restasse nada mais que som. Som de guitarra, Sanborn, som de sopro, Miles, Coltrane, e todos os sons de jazz que amo e ouço. E mesmo assim eu me sinto feliz na solidão. Calma, dona de mim.
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008
Considerando que
Considerando que escrever é algo solitário, e muitas vezes jamais lido ou sequer sabido, recomeço esse exercício nem sempre diário e volto a escrever sobre o que me encanta ou espanta, ou aborrece ou me causa temor, espécie, tremores, sorrisos, náuseas, sonhos. etc., etc., etc.
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